2 de abril de 2020

história da minha vida: temos insight, temos medo.  não pela vulnerabilidade. mas pela certeza que me leva ou que terei que fazer o que não quero. ainda me soa violento e drástico demais dizer que não, não agradar, não servir e não fazer o que querem que faça. é difícil quebrar o hábito. é difícil  libertar. custou-me a concluir que não queria ser freira porque por cada pessoa que me dizia o contrário do que sentia eu questionava-me uma e outra vez. cresci tanto a acreditar e a confiar que a felicidade e o amor envolvem sofrimento e fazer coisas que não gostas que agora parece que me proponho a metas demasiado altas, a sofrimento. agora quando me surge alguma certeza lembro-me automaticamente daquilo que me vai impedir de fazer, daquilo que me vai castrar. e teletransporto-me/imagino-me na versão hardcore. só quando paro me lembro que a versão normal me faz feliz, me é acessível e é tão mais ecológica para mim. e em termos de objectivo me faz sentir igual por dentro e a longo prazo é perfeita. aprendo nesta jornada de enfrentar as entranhas e assumir a vulnerabilidade aprendo que não existe versão hardcore ou básica no amor e no serviço aos outros. na vida só existe a versão que te faz mais feliz. (e ainda bem)

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Dizei de vossa justiça (: