4 de março de 2020
quando deixei de ir à missa sempre o senti como um ascender. senti que para avançar precisava de me desligar momentaneamente da religião católica porque já estava difícil visualizar o amor, via demasiada culpa e sofrimento. a verdade é que foi um desafio porque quando ia à missa a missa era o meu compromisso com a minha vida espiritual. e então é estranho. é estranho porque continuas a amar a deus e à humanidade e continuas a querer amá-los, a rezar e a conectar-te com eles e não é fácil descobrir o caminho do como. hoje estava a ouvir o podcast da sofia mano "magia é respirar" algo sobre o sagrado feminino e masculino. e adorei porque falava das duas polaridades e a dada altura a inês gaya dá a descrição mais bonita de Deus que eu alguma vez ouvi. e na qual acredito com todas as células. deus não é homem, nem mulher. és tu, sou eu, somos nós. ele não está, ele é. somos nós. cada um de nós. (e sim estou-me a controlar para não começar a debitar metade do antigo testamento e do novo testamento) mas a bíblia não diz o contrário. afirma-o. isto leva-me para um caminho: não existem várias religiões. existem várias faces de um mesmo globo. eu aprendi muito sobre uma parte. mas à medida que vou conhecendo os outros lados da esfera vou ligando os pontos como se de um puzzle se tratasse e sim, vou apaixonando-me ainda mais pela vida por nós criada. sempre soube que não estava zangada. só reconheci que precisava de uma pausa para respirar e ver o quadro de longe. e digo-vos é ainda mais bonito que de perto. e sim as saudades apertam. sobretudo porque tenho recordado na memória do coração os encontros de céu, os pedaços de paraíso que a espiritualidade já me proporcionou e as portas de amor, os autênticos milagres que já me proporcionou. viver é maravilhoso. amar é maravilhoso. e sim o mundo é maravilhoso. e estamos todos cada vez melhor. mais em caminho do amor. mesmo que e apesar de.
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Dizei de vossa justiça (: