Ontem pedimos a um profissional para dar uma formação e lá pelo meio começou a falar europa vs o resto do mundo. Como europa rica que se pensa dona do mundo e o resto do mundo. Europa que erra e errou o resto do mundo como coitadinho que sofreu e sofre. Fez-me comichão. Desde que estou aqui que nunca me falo como europeia. Falo-me tal como nos falo todos como cidadãos do mundo. Onde alguns cometeram erros gravíssimos com repercussões a nível ecológico entre outras. Mas eu aqui caminho e falo de igual para igual. Ainda hoje estavamos no projecto de famílias e começámos a contar histórias de infância. Nós contámos e elas também. No final acabámos a falar de violência. E terminámos todos a compreender o que eu já suspeitava que muito mais é o que nos une do que aquilo que nos separa. É claro que as estatísticas não mentem e a violência (em todas as dimensões) aqui está mais presente mas quando volto à história dos meus pais e dos meus avós lembro-me do que já sei. Somos iguais. Somos cidadãos do mundo e o nosso papel deve ser perceber o que podemos fazer com o que temos para mudar pouco a pouco, pessoa a pessoa. Cada um na sua casa, na sua rua, na sua realidade. Assim se muda o mundo.
28 de julho de 2019
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Estou há 6 meses no méxico e já vi como sou tratada com preferencia por ser branca, por nao ser indigena, pelo meu passaporte, porque se estudei na europe "seguramente" sou mais competente que os locais... é muito injusto. Mas perturba-me mais que são eles mesmos que se classificam e perjudicam entre eles. Como é possivel?
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