23 de maio de 2020
voltar. voltar não é fácil. principalmente porque envolve restruturar-me. porque com o peru os meus valores ou a forma como os alimentava deixou de fazer sentido. ou por outras palavras a religião como a vivia deixou de me fazer sentido. já não sou aquela pessoa. já não quero ser aquela pessoa. não sei que pessoa quero ser e está tudo bem. deixei de querer estar em sitios que alimentam o meu instinto de sobrevivência. onde por algum motivo não me sinto apoiada suportada e validada na minha vulnerabilidade. já não quero ser aquela pessoa que põem em situações vulneráveis e se safa. não quero safar-me. quero aprender. quero partilhar. quero crescer. não quero que me entreguem a mim própria. eu já sei que me dou bem nisso. não preciso de grupos ou de instituições para validar os meus valores sem depois me oferecerem suporte ao longo do caminho.. procuro lugares de verdade e de liberdade. e digo-vos é uma benção continuar com a mesma fé, o mesmo amor e o mesmo acreditar sem o medo a culpa e o pecado. eu pensava que para ter a parte boa do amor tinha que suportar a má e a religião em mim alimentava essa crença. libertar-me da religião foi libertar-me disso. a vida é só amor. a primavera não precisa de chuva para florescer. o deserto é fértil sem água. o amor é fértil sem tristeza e sem sofrimento. e eu posso mudar quantas vezes eu quiser. quantas vezes sentir necessárias. afinal há flores sem chuva. Mas não há amor sem primavera. No love, no spring
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Dizei de vossa justiça (: