24 de maio de 2020

pensava que se crescia há medida que o tempo passa, mas não é à medida que te permites crescer. não tem a ver com o tempo tem a ver com deixares que te puxem para fora da zona de conforto. tem muito a ver com sentimentos e energias. quando chegares a um lugar e a uma pessoa pára e sente. se tiveres atenção sentes logo se a energia te faz expandir e te é casa. a mim aconteceu-me calhou ser com um amigo de um melhor amigo. há uma liberdade de ser, de dizer que não sentes em outros sítios. custou-me lutos morosos aceitar a partida de intimidade de certas pessoas. custa perceber que o para sempre e a eternidade não são um conceito cronológico. somos eternos naquele momento e sempre seremos. não amamos no passado. no Perú escrevi o texto mais sincero e bonito que alguma vez poderei escrever que fala disso. foi quando percebi que o amor não acaba. quando conhecemos a alma de alguém o amor simplesmente continua. e está tudo bem. como no caminho de Santiago algumas pessoa chegam outras vão. e está tudo bem. é a dança da vida. mas sim, tenho saudades. descobri hoje que tenho saudades da intimidade e dos nossos silêncios mais que das nossas palavras. tenho saudades de te abraçar com a alma mais que com o corpo. e sim senti essa perda. não foi a partida para o Peru que me abalou foi a tua ausência em mim. já não dói. descobri isso na sexta quando me telefonaste e falamos do meu projecto e fomos outra vez os estagiários que debatiam projetos. e eu fui tão agradecida porque já não me lembrava de sermos assim. então nesse dia descobri que voltei ao amor. que o amor que te tenho agora é cheio e sem mas. só é. e que no final deste dia e de todos os outros sempre serei a amiga que te recebe de braços abertos porque almas que se amam reconhecem-se

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Dizei de vossa justiça (: