Não gosto das minhas crises mesmo que terminem em revoluções pessoais não gosto delas. As mudanças tal como as crises são necessárias ou ficamos para sempre à margem de nós mesmos. Isso não é só o que sinto é também quem sou. Nesta fase mudança vejo-me mais madura e mais mulher e ao mesmo tempo vejo as consequências negativas em quem amo de opções que sabia serem tóxicas. E sinto-me num ponto de viragem entre a pessoa que fui e que se anulava perante a vontade dos outros e a pessoa que quero ser. Sinto-me cinzenta e ainda não sei bem o que fazer e como agir sem me deixar influenciar pelo contexto e pelas pessoas que nele habitam. Ao mesmo tempo que me exijo tempo e calma penso no que posso fazer de diferente para mudar o contexto. Não quero ser negativa. Mas as respostas não aparecem simplesmente porque houve um tempo em que tentei tudo. E parti seguindo o meu coração. Aqui sou inteira e feliz. Aqui por estranho que pareça tenho um pouco de normalidade. Pelo caminho descobri que o meu desafio em ser solução é que me torno parte do problema ao estar lá outra vez. E, neste caminho descobri que não podemos ser férteis e inteiras em todos os terrenos. Então talvez tenha chegado a minha hora de confiar e seguir em frente. Chegou a hora de me libertar por amor e de fazer as minhas escolhas e deixar de sofrer pelas escolhas contínuas dos outros. Seja eu capaz de escolher o que me faz feliz e inteira.
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Dizei de vossa justiça (: