sou má de mudanças a caminhar para ser boa de mudanças porque as pessoas evoluem. neste caminho percebi que quero voltar a Portugal mas não quero voltar a casa. precisamos de nos dizer ao que não queremos voltar. e há sítios onde não quero voltar. há momentos e histórias que não quero repetir. há vivências que não quero voltar a viver. não quero ser sisífo. ouvi algures não sou o teu Deus, nem sou o teu ídolo. e lembrei-me de casa. às vezes oiço repetirem-me se tu estivesses cá não ia ser assim, ia ser melhor. e o certo é que quando estava era a peça que não encaixava e ainda que aconselhe e oiça. agora já sou a pessoa que acredita que vá mudar o mundo sou eu quem tem de mudar e no máximo ajudo quem estiver disponível e interessado. irónico ter aprendido isso do outro lado do oceano em nome de seguir o meu propósito de vida de amar sem medida. não se salva quem não quer ser salvo. então saí de cena de mansinho. e ainda que haja muitas esperanças e espectativas. há muito que o meu quarto já não é o meu mundo. há muito que a minha casa já não é aquela. um dia hei-de ficar, disseram-me. então vou criar uma casa para a qual tenha vontade de voltar e não da qual arranje desculpas e encontros para não estar. ouvir-me e respeitar-me é acreditar que as situações só mudam quando mudamos de facto e não fazer tudo igual e esperar que os resultados sejam outros.
bem sei que isso implica uma mudança drástica na minha vida e nos planos de dolce fare niente que tinha. mas como em tudo uma pessoa confia no amor. uma pessoa confia que a vida nos leva aonde nos esperam. a vida levar-me-á a casa.
10 de abril de 2019
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Dizei de vossa justiça (: